07 janeiro 2013

Echo

Could you show me dear, something I've not seen?
Something infinitely interesting


Sentimentalmente resiliente

Cada vez mais me convenço que a tristeza ou indiferença não é a parte errada, e sim essa busca insana pela felicidade e plenitude.
É a inércia: você não nasce com sentimentos, então tende a não ter sentimentos especiais. Por algum motivo qualquer você tem a graça de sentir a felicidade ou a plenitude, e então acaba, foi um momento. Da mesma forma com a tristeza, só que como tudo que conhecemos, a propensão para não estar nas condições ideais é maior que para ter algo te puxando para trás, onde acabamos experimendo mais da tristeza.
A felicidade é a heroína da nossa geração. Todos que experimentaram a querem de novo, mendigam e se escoram em ícones que acreditam ser uma ponte até essa droga, como se fosse assim simples.
Ainda bem que somos sentimentalmente resilientes.

De verdade, de mentira

"Quem é de verdade sabe quem é de mentira" - Pra mim era só mais uma filosofia de rodoviária do Charlie Brown Jr, mas minha mãe gosta tanto dessa frase que pensei melhor a respeito, afinal foi uma pessoa mais vivida e que eu admiro que à fez ser notada.
A frase é direta e restrita ao binômio "verdade" e "mentira", que pra mim são variáveis e não devemos julgar pontos de vistas levianamente.
Me convenci que essa frase tem seu valor e sentido ao analisar que os iguais se reconhecem. Portando assim separando os de "verdade" e os de "mentira".
Só que os iguais tem quase um pacto no olhar em não deixar transparecer que são marcados com as mesmas cicatrizes. Preferem o anonimato e a distancia "dos de verdade" - das pessoas que te sacam sem precisar conversar ou ter uma convivência maior.
É como estar de cueca numa multidão, é o não estar nu mas saber o que está por vir, porém sem saber o momento certo.
Então aí conseguimos notar que é um pouco mais, cada um tem o seu grupo "dos de verdade" e "dos de mentira" em níveis de compreendimento e diversos campos da percepção de vida.

Salva suas (pequenas/grandes) diferenças, isso tudo é a psicopatia que nós temos tentando nos manter vivos e inseridos na sociedade. Procuramos "os de verdade" para a maior parte dos nossos sentidos, temos a necessidade de ficar em bando. Já "os de mentira" são a tribo rival, com a maior parte dos sensos destorcido do nossos. Quando nos deparamos com as pessoas que reconhecem o nível e até onde sua psicopatia vai, logo a poupamos também inserindo no grupo "de verdade" porque ai nasceu instantaneamente uma chantagem não declarada e uma disputa de quem vai sobreviver mais tempo. O bom é que somos de essência pacifica e piedosa (entre outras palavras, cada um fica com seu cu na mão esperando o momento de fingir).

04 janeiro 2013

Massa humana

Era uma sexta-feira de manha logo após as esperanças do ano novo serem renovadas. Mas a cidade nunca para, 8 AM e as pessoas ainda estão com sono por ter tentado aproveitar o dia após seus compromissos, adentrando no horário do sono para se sentirem um pouco vivas.
Embarcam em suas rotinas, sobem na condução para virarem uma massa amorfa de pele, suor e ilusões. Ali deixam para trás os poucos momentos humanos que tiveram a poucas horas atrás.
A cobradora do ônibus com um olhar distante é trazida de volta da terra onde ela é bonita, feliz e desejada com apenas três batidas de moeda na sua bancada de cobrança por uma mulher não muito diferente dela. O que as diferenciavam era apenas que uma estava numa posição de passageira por aquele breve instante.
Trocaram um único olhar, como se se entendessem e comungassem do mesmo sentimento. Recebeu o dinheiro, a catraca girou. Uma fechou o olho para tentar recuperar o sono perdido e a outra se perdeu entre o resto da massa humana. Se quer trocarem uma palavra ou gesto que demonstrasse alguma cumplicidade e respeito por aquele momento que seria o mais intenso de seus dias repetitivos.

28 dezembro 2012

A valsa das águas-vivas



Sempre fui do partido "deixar pra lá cansa menos", mas agora essa filosofia está me cansando!
Quero um pouco de dedo na ferida, sabão nos olhos. Um grito e um desentendimento. Teimosia e cabeça dura pra depois ter um pedido de desculpas e reconciliação!
Essa passividade e auto sufocamento é ridículo e ninguém consegue suportar por muito tempo. Ai percebo que não to gostando de mim.

18 dezembro 2012

Rooftops And Invitations

Such a charge that you need
Another touch, another taste, another fix

10 novembro 2012

XYZ

E todos os perigos de estar em 3D...

02 novembro 2012

A mesmisse do padrão

É prepotência achar que eu sei o que se passa com os outros, o modo de viver e o que os caracterizam. Mas as pessoas são padrão com pequenas variáveis até porque tiveram algumas diferentes passagens na vida, mas a maioria nada muito grandioso e significativo, que seja gritante aos olhos - mas se fosse essa pessoa não seria bem vista e bem vinda, então melhor esconder!
Mas essa facilidade de ver as pessoas com que eu interajo a maior parte do tempo se da pelo nosso mundo reduzido entre estudo, namoro e trabalho e infinitas possibilidades online! Quando postam algo na rede sentem-se invisíveis, como que pudesse expor aquele lado tosco que ninguém perceberia, e é nessas situações de devaneio que pegamos o sentido que a pessoa da a sua vida, o que ela vive e a percepção.
Falta mistério, teorias, personalidade e porraloquisse! Não me excluo desse grupo, mas o primeiro passo é sempre tomar ciência da situação.
Porém procuro ser provado ao contrário o tempo todo, chega a ser uma meta achar pessoas opostas e que me tirem dessa mesmisse!

30 outubro 2012

Frases incompletas

E ai que com o passar do tempo ninguém te enxerga mais como você é, ou costumava a ser.
Ninguém mais te conhece. Passa o tempo e as pessoas acham que tudo muda. Mas apenas detalhes mudam. A essência, como você sente as coisas e como gosta delas acho que permanece.
De repente todos a sua volta não são aquelas pessoas. Não tenho mais troca de olhar entendível, frases sendo completadas, piadas prontas que sempre serão engraçadas.
Não consigo me mostrar, não entendem, não os entendo. Cada vez mais superficial, não que não seja bom, mas a cumplicidade faz falta, o dia a dia sem essas pessoas deixa a vida mais pesada.


10 outubro 2012

Broken mirror

E ai você acaba se encontrando numa vida que não desejou. Não que as coisas andem mal, mas só que o emprego que era temporário está sugando a minha juventude faz 3 anos.
Estou em uma faculdade a qual sempre odiei, com pessoas que não me identifico, não tenho vivencia dentro dela, tanto intelectual quanto de vida. É apenas para conseguir o diploma.
De repente faz 1 ano que estou namorando e ainda não tenho certeza se é o que eu quero.
Tudo está bem, tudo está funcionando a base de café, olheira, passividade e um foda-se do tamanho do mundo.
Mas é uma reação em cadeia. Todo esse fingimento que eu não me importo com o rumo da minha vida e o eterno deixar a vida levar está me incomodando. Porém quando eu estou com as rédeas nas mãos, fica tudo empacado.
São 12 horas por dia entre o caminho e o trabalho em si, mais umas 6 de faculdade. Fico peludo, não me penteio mais, meu corpo não está como o esperado - não sobrou tempo para a vaidade.
Ok, cortar a vaidade é tranquilo, mas aí você começa a cortar as pessoas por não ter mais paciência, as noias porque é desperdício de tempo pensar nelas, não faço mais o que gosta para estar onde a vida te encaminhou e sem mais nem menos, o espelho não te reflete mais.
É um gordo ficando careca que não está vivendo o que desejou, trabalha para pagar contas inúteis e estuda sem o sentido que deseja.
As pessoas se distanciam, você muda seu jeito e nem percebe.
Nem um porre acho que me resgataria dessa vez.