O conhecimento tira a graça das situações. Hoje em dia não acho mais nada místico, impossível de entender ou extremamente grande.
Todas aquelas sensações de quando você é criança onde seu mundo é muito maior porque só depende da imaginação e das referencias tortas que recebemos da mídia e dos nossos pais.
Ir à igreja, um lugar que você deveria sentir se bem e em paz era quase o oposto. Eu travava com respeito, tentava lembrar de tudo o que podia e não podia ser feito, o que era todas imagens e significados. Me sentia julgado por um devaneio, pois lá eu estava pelado internamente parente a um juri muito maior.
Ir a lugares desconhecidos, no banco de trás do carro imaginando o que poderia ser toda aquela paisagem, o que tinha de escondido e o que acontecia enquanto eu não estava olhando. A falta de noção de espaço de pensar que no pomar da tia avó poderia ter um tigre, já que era cheio de mato e afastado da cidade, fazia sentido.
Até o simples anoitecer e ir até a cozinha com a luz apagada era uma aventura. Voltar de alguma ocasião com seus pais depois da meia noite, ensonado, vendo as luzes passar pelo carro e o frio na barriga do que poderia haver na sombra.
Agora consigo entender religião e saber o que representa na minha vida. Trabalhei 4 anos durante a madrugada, em meio as sombras. Na faculdade estudo a relação do espaço e homem com a dinâmica da cidade. Toda essa carga da vida e conhecimento acumulado falta de tempo para a imaginação acabam deixando a vida crua, um bloco de concreto - frio e cinza.
12 julho 2013
03 julho 2013
A ilusão de quando não era nada
Meu bem, me fez tão mal.
Transformou meu tango nesse carnaval,
Que já passou.
Os sentimentos estão parando de fazer sentido novamente. Assim como uma tarde mal resolvida deixou tudo o que eu mais queria de lado, simples e descomplicado.
Confesso que estou tentando retomar, mas é difícil demais quando você não sabe se tem alguém no outro lado. Ainda não consegui me atirar dentro dos olhos dela e me sentir confortável.
Estava acontecendo tudo perfeitamente fora do planejado, maldita ideia de ajustar o que era pra ser desajustado. A sobriedade ferrou com o lance mais divertido e transparente.
Qualquer dia eu chame ela pra virar uma garrafa de tequila e tentar resolver isso.
28 junho 2013
8 anos
E já fazem 8 anos que eu tinha 15 anos.
8 anos é o tempo do ensino fundamental. É o tempo de um bebê nascer, crescer e ta lendo. É o tempo pra ser jubilado na faculdade.
8 anos é muito tempo pra eu ainda me sentir a mesma pessoa.
26 junho 2013
Quanto menos, menos
Deve ser questão de inercia, o que está em movimento tende ficar em movimento e o parado, bem, fica parado. No período em que estava de pé quebrado, nas últimas semanas do semestre cheio de trabalhos e provas eu não conseguia dar conta nem daquilo. Ia atrás de software, leitura, referências e conciliar os roles e tudo mais.
Fechei na faculdade, os roles estão diminuindo e longe do trabalho eu tenho todo o tempo do mundo para fazer o que eu bem entender. Só que toda essa liberdade de escolha me deixa sem saber o que fazer, do que ir atrás, do que eu teria que fazer. As horas de sono aumentam cada dia, assim como cansaço de ficar deitado o dia todo e alternando entre os cômodos e outro da casa.
Estou lendo 3 revistas, 2 livros, vendo 3 seriados e minha área de trabalho do computador está extremamente desorganizada. Eu não estou conseguindo terminar nada, focar em uma só coisa. Falta um motivo real para eu conseguir organizar tudo isso? Falta foco ou interesse? Falta pressão de algo?
20 junho 2013
The greatest things sometimes must flow
Me pergunto como a garota que eu admiro o olhar instigante e o sorriso de quando ela perde a argumentação possa querer me dar algo em troca. Talvez seja porque ela possa gostar de como eu enfrento suas razões. Talvez.
A questão é lembrar sempre de quem você é. Dos gostos, qualidades e principalmente dos defeitos e particularidades. As chatices e vontades fazem uma pessoa ser ímpar. Não conseguimos nos livrar desses trejeitos nunca, somos o que somos e quanto mais tentamos disfarçar mais difícil é para nos mostrar e se sentir confortável. Ninguém é correto, e não há modo certo das situações se desenrolarem. As surpresas fazem da vida menos linear.
13 junho 2013
Tempo de Pipa
Eu vou te acompanhar de fitas
Te ajudo a decorar os dias
Te empresto minha neblina
Vamos nos espalhar sem linhas
Ver o mundo girar de cima
No tempo da preguiça
Mas tudo bem
O dia vai raiar
Pra gente se inventar de novo
O que você é enfim?
Onde você tem paixão?
Segue por aí
Eu não sou ninguém demais
E você também não é
É só rodopiar
Em busca do que é belo e vulgar
10 junho 2013
Okay I Believe You, But My Tommy Gun Don't
I am heaven sent.
Don't you dare forget.
I am all you've ever wanted.
What all the other boys all promised.
Sorry I told.
I just needed you to know.
It's so hard to have someone to love.
And keeping quiet is hard.
'Cause you can't keep a secret if it never was a secret to start.
At least pretend you didn't want to get caught.
We are so controversial.
We are entirely smooth.
We admit to the truth.
We are the best at what we do.
My tongue's the only muscle on my body that works harder than my heart.
28 maio 2013
Cheia de intensão
É uma transa discreta.
É troca de teoria, é querer ter razão
para vencer e ficar por cima.
Segurar os braços e desarmar,
mas por um lapso de atenção
ter as unhas cravada nas costas.
É a constante inversão e quebra de clima,
mas a cada olhar a tensão aumenta.
Não há trégua ou consolo,
a intensão está no sorriso
e a consequência é o nosso limite.
23 maio 2013
Tira o pé do chão
Documentário sobre HC nos anos 2000
E abre na minha janela o seguinte documentário no site da Zona Punk sobre o movimento hardcore nos anos 2000. E qual a importância disso? Meus gostos, meus roles, minha noias, meus amigos, minha cultura, meu olhar no mundo, minha formação.
Foi onde eu consegui achar uma identidade e me sentir parte. Não foi apenas música, mas ela foi o que fez tudo isso girar e acontecer. Eu poderia dar os mesmos relatos dos caras do documentário, os quais eu já vi algumas vezes em diferentes lugares. E 10 anos depois ver esses relatos me faz ter certeza que eu fiz parte da cena, do meu modo e com as minhas limitações, porém com todo o coração e veracidade.
Aos 13 anos descobrindo a internet me trombei com essas bandas. Amigos indicando e trocando informação sobre as letras, lançamentos e turnês Mais de uma hora para baixar UM único arquivo .mp3 para então integrar aquela sua lista de 50 músicas no Winamp.
Nessa fase de começo de adolescência é crucial todas as experiências e o que te rodeia. Então todas aquelas questões de drogas, sexualidade, politica, religião me fez pensar no que eu queria, o que eu aceitava. Não sabia o que queria, fase negra - porém sabia exatamente o que eu não queria e não aceitava. As letras com conceitos filosóficos e políticos, histórias de amor, de revolta e adaptação. A utopia de um mundo como nossos olhos veem e como nossa galera vivia.
Tudo isso me tornou um cara não fútil, mais esperto - as vivencias em show e em multidões te ensinam - com noção de assuntos que não teriam chegado a mim se não fosse por essas horas prestigiando tais músicas. Aqueles domingos logo após o almoço que eu tinha que tretar com a minha mãe pra ir aos show. Ela tinha razão, eu era bem novo, porém eu estava completamente lúcido e dentro da situação. Mas meus pais não facilitavam, e por querer estar presente, eu pegava ônibus, juntava dinheiro para comprar aquele CD da mão dos caras e aproveitar toda aquela vibe.
Poderia ainda discorrer sobre a influencia na linguagem, na vestimenta, no comportamento e tudo o que está por trás dessa vivência. Foi um período muito forte e que me moldou. Não há chances disso ser esquecido ou retirado. Foi lapidado com o tempo, deixou de ser tão forte, até porque o momento passou e eu me abri para muito mais coisa. Ainda hoje, quando vejo que vai ter shows como aqueles que eu ia aqui por perto, eu vou sem hesitar, canto as músicas, converso e noto as mesmas pessoas que via anos atrás e sei que essas pessoas também tem marcas desse passado.
Aí resolvi marcar a importância da música em mim.
E abre na minha janela o seguinte documentário no site da Zona Punk sobre o movimento hardcore nos anos 2000. E qual a importância disso? Meus gostos, meus roles, minha noias, meus amigos, minha cultura, meu olhar no mundo, minha formação.
Foi onde eu consegui achar uma identidade e me sentir parte. Não foi apenas música, mas ela foi o que fez tudo isso girar e acontecer. Eu poderia dar os mesmos relatos dos caras do documentário, os quais eu já vi algumas vezes em diferentes lugares. E 10 anos depois ver esses relatos me faz ter certeza que eu fiz parte da cena, do meu modo e com as minhas limitações, porém com todo o coração e veracidade.
Aos 13 anos descobrindo a internet me trombei com essas bandas. Amigos indicando e trocando informação sobre as letras, lançamentos e turnês Mais de uma hora para baixar UM único arquivo .mp3 para então integrar aquela sua lista de 50 músicas no Winamp.
Nessa fase de começo de adolescência é crucial todas as experiências e o que te rodeia. Então todas aquelas questões de drogas, sexualidade, politica, religião me fez pensar no que eu queria, o que eu aceitava. Não sabia o que queria, fase negra - porém sabia exatamente o que eu não queria e não aceitava. As letras com conceitos filosóficos e políticos, histórias de amor, de revolta e adaptação. A utopia de um mundo como nossos olhos veem e como nossa galera vivia.
Tudo isso me tornou um cara não fútil, mais esperto - as vivencias em show e em multidões te ensinam - com noção de assuntos que não teriam chegado a mim se não fosse por essas horas prestigiando tais músicas. Aqueles domingos logo após o almoço que eu tinha que tretar com a minha mãe pra ir aos show. Ela tinha razão, eu era bem novo, porém eu estava completamente lúcido e dentro da situação. Mas meus pais não facilitavam, e por querer estar presente, eu pegava ônibus, juntava dinheiro para comprar aquele CD da mão dos caras e aproveitar toda aquela vibe.
Poderia ainda discorrer sobre a influencia na linguagem, na vestimenta, no comportamento e tudo o que está por trás dessa vivência. Foi um período muito forte e que me moldou. Não há chances disso ser esquecido ou retirado. Foi lapidado com o tempo, deixou de ser tão forte, até porque o momento passou e eu me abri para muito mais coisa. Ainda hoje, quando vejo que vai ter shows como aqueles que eu ia aqui por perto, eu vou sem hesitar, canto as músicas, converso e noto as mesmas pessoas que via anos atrás e sei que essas pessoas também tem marcas desse passado.
Aí resolvi marcar a importância da música em mim.
20 maio 2013
A Falta
Eu tive um amor mas foi a dor que me ensinou a ser quem sou.
Alguns, na verdade. Me blindei porque me recusei a sofrer. Agora me recuso a aceitar que sinto falta de ter alguém. Me mostraram que é necessária uma palavra, nem que seja no fim do dia ou um gesto que surpreenda. Não consigo dizer isso em voz alta, me defendo dizendo que tenho todas as possibilidades de uma pessoa livre. Alguns dias ficam tão vazios quanto as garrafas de cerveja que esvazio. Porém se as garrafas estão vazias, eu não to em mim, e por mim ta ok.
Não sei, mas se talvez viesse pra ser do bem e fizesse questão de ser além. [CDMNTDN]
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